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WokCloud Clima e previsao do tempo no Brasil

Previsão do tempo e clima em Belo Horizonte/MG

Inverno de céu azul e ar muito seco, verão de temporais curtos e uma bacia de relevo que segura o calor dentro da cidade.

Tropical de altitude com inverno seco (Cwa) Sudeste 850 m de altitude

Previsão para os próximos dias

Previsão do tempo para Belo Horizonte/MG
Dia Condição Mínima Máxima
Hoje 28 de agosto Parcialmente nublado 18°C 31°C
Amanhã 29 de agosto Parcialmente nublado 21°C 32°C
Domingo 30 de agosto Parcialmente nublado 19°C 32°C
Segunda 31 de agosto Parcialmente nublado 18°C 30°C
Terça 1 de setembro Parcialmente nublado 17°C 31°C
Quarta 2 de setembro Parcialmente nublado 19°C 32°C

Fonte: CPTEC/INPE · atualizada em 27 de agosto de 2026

O que essa previsão significa

A previsão para Belo Horizonte/MG em 28 de agosto indica parcialmente nublado, com mínima de 18 °C e máxima de 31 °C. No conjunto dos 6 dias previstos, as máximas ficam em torno de 31 °C e as mínimas de 19 °C, com o valor mais alto chegando a 32 °C e o mais baixo a 17 °C. Nenhum dos dias do período aparece com chuva na previsão, o que costuma indicar predomínio de ar seco sobre a região. A amplitude térmica média é alta, de cerca de 13 °C entre a mínima e a máxima do mesmo dia: manhãs frias e tardes quentes pedem roupa em camadas.

  • 31 °Cmáxima média do período
  • 19 °Cmínima média do período
  • 13 °Camplitude térmica média
  • 0 de 6dias com chuva prevista

O clima de Belo Horizonte ao longo do ano

Estação chuvosa
novembro a março
Estação seca
maio a setembro
Meses mais quentes
janeiro e fevereiro
Meses mais frios
junho e julho
Melhor época para visitar
abril, maio e agosto
Altitude
entre 780 e 1.400 m, conforme o bairro

Duas estações bem separadas, e nada de meio-termo

Belo Horizonte tem um dos calendários climáticos mais nítidos entre as capitais brasileiras. O ano se divide em duas metades que quase não se misturam: de novembro a março chove praticamente todos os dias, e de maio a setembro pode não chover uma única vez em semanas inteiras. Essa alternância é a marca do clima tropical de altitude com inverno seco, classificado como Cwa.

A altitude é o segundo fator determinante. A cidade está a cerca de 850 metros no seu ponto médio, mas o relevo varia muito: bairros da região da Pampulha ficam mais baixos, enquanto o entorno da Serra do Curral e o limite com Nova Lima passam de 1.200 metros. Essa elevação é o que impede Belo Horizonte de ter o calor constante de uma cidade tropical de baixada e o que permite madrugadas de inverno com temperatura de um dígito.

O inverno seco: umidade de deserto e amplitude enorme

O inverno mineiro é a estação que mais surpreende quem vem de fora. Sistemas de alta pressão se instalam sobre o Sudeste, o céu fica azul por semanas e a umidade relativa despenca. Em tardes de agosto é comum a umidade cair abaixo de 25%, valor comparável ao de regiões semiáridas, e episódios ainda mais secos chegam perto dos 15%.

O efeito prático é uma amplitude térmica muito alta. A cidade amanhece com 12 ou 13 °C, o sol sem nuvens aquece o ar rapidamente e a tarde chega aos 28 ou 29 °C. São 16 graus de variação no mesmo dia. Como não há nuvens para retomar o calor durante a noite, a superfície irradia e a temperatura volta a cair depressa depois do anoitecer.

Esse ar seco tem consequências de saúde que valem atenção: irritação de garganta e olhos, sangramento nasal e agravamento de quadros respiratórios. Somam-se a isso as queimadas típicas do período seco no interior de Minas, cuja fumaça é transportada até a região metropolitana e reduz a visibilidade. Nesses dias, o céu fica com aquele aspecto esbranquiçado que não é nuvem.

O verão: temporais curtos e granizo

A partir de novembro o padrão vira por completo. O aquecimento diurno intenso, combinado à umidade que chega da Amazônia pelo corredor da Zona de Convergência do Atlântico Sul, produz temporais quase diários no fim da tarde. São chuvas de curta duração e volume alto, frequentemente acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e granizo.

O granizo merece nota porque é mais frequente em Belo Horizonte do que em capitais de baixada. A altitude aproxima a superfície da faixa da atmosfera onde as pedras de gelo se formam dentro da nuvem, e elas chegam ao chão sem derreter por completo. Episódios com pedras capazes de danificar veículos e telhados acontecem em praticamente todos os verões.

Os alagamentos são a outra consequência, e aqui a topografia manda. A cidade é atravessada por córregos que foram canalizados sob avenidas, e as avenidas seguem os fundos de vale. Quando o volume de chuva excede a capacidade dessas galerias, a água retorna exatamente nesses eixos, o que explica por que os mesmos pontos alagam a cada temporada.

A bacia que aquece a cidade

Belo Horizonte foi construída dentro de uma depressão cercada por elevações, com a Serra do Curral formando a borda sul. Essa forma de bacia é excelente para a paisagem e ruim para a ventilação: os morros barram a circulação horizontal do ar, e o calor gerado pelo tráfego e pelas superfícies construídas se acumula no fundo da bacia em vez de ser levado pelo vento.

A ilha de calor resultante é bem documentada. Em tardes de verão, o centro e as áreas mais adensadas ficam vários graus mais quentes do que os bairros de encosta e as áreas com cobertura vegetal, no mesmo horário. Para quem escolhe onde morar ou onde se hospedar, essa diferença é perceptível: a região mais alta, próxima ao limite com Nova Lima, é sistematicamente mais fresca e mais ventilada do que o hipercentro.

Quando visitar e como se vestir

Abril, maio e agosto reúnem as melhores condições: pouca chuva, sol firme e temperaturas confortáveis, sem o calor abafado do verão nem as mínimas mais baixas de junho e julho. Junho e julho continuam ótimos para quem gosta de dias claros e não se incomoda com madrugada fria.

Roupa em camadas resolve o inverno, porque a diferença entre a madrugada e a tarde é grande. No verão, guarda-chuva compacto no fim da tarde e um plano B para quando o temporal chegar, já que ele costuma vir forte e passar rápido. Hidratante, protetor labial e mais água são recomendações reais na estação seca, e não exagero: com 20% de umidade, a perda de água pela respiração aumenta bastante sem que se perceba.

Fenômenos típicos de Belo Horizonte

Umidade abaixo de 25%

Tardes de agosto com ar tão seco quanto o de região semiárida, agravando quadros respiratórios e irritações de mucosa.

Granizo de verão

A altitude aproxima a cidade da camada onde o gelo se forma nas nuvens, tornando as pedras mais frequentes que em capitais de baixada.

Ilha de calor da bacia

Cercada por serras, a cidade não ventila bem e acumula calor no fundo da depressão onde está o centro.

Fumaça de queimadas

Entre agosto e setembro, a fumaça de queimadas do interior chega à região metropolitana e deixa o céu esbranquiçado.

O que levar na mala

  • Camadas no inverno: a amplitude entre a madrugada e a tarde passa de 15 °C
  • Hidratante, protetor labial e água extra na estação seca
  • Guarda-chuva compacto de novembro a março, para o fim da tarde
  • Protetor solar o ano inteiro: a altitude aumenta a incidência ultravioleta

Nota sobre estes dados

A tabela de previsão vem do CPTEC/INPE e é uma estimativa sujeita a erro. O guia acima descreve a climatologia da cidade, isto é, o comportamento típico ao longo do ano, com base em literatura de climatologia e em características geográficas verificáveis. Meses e faixas de temperatura são aproximações destinadas a dar noção de ordem de grandeza, e um ano específico pode fugir bastante do padrão, sobretudo em anos de El Niño ou La Niña.

Para valores oficiais, consulte as normais climatológicas do INMET. Em situação de risco, siga a Defesa Civil do seu município.

Calcule com os números do dia

Pegue a temperatura da tabela acima e veja o que ela significa para o corpo.

Sensação térmica

Descubra quantos graus o seu corpo sente a mais, ou a menos, do que o termômetro indica — e por quê.

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